Adolescente é ameaçado de morte no DF após eleição presidencial | Aluno trans recebe
Segundo a Agência Brasil, um estudante de 17 anos recebeu ameaças em grupo de WhatsApp da turma durante a apuração da eleição presidencial.
O que aconteceu
Um adolescente de 17 anos recebeu um áudio em que um colega dizia que, se ele fosse à escola no dia seguinte, não voltaria vivo. A mensagem circulou em um grupo de WhatsApp da turma, em uma escola do Distrito Federal. Segundo a Agência Brasil, que teve acesso aos áudios, o agressor também criticou o voto do jovem antes de fazer a ameaça.
Outras mensagens
O mesmo estudante escreveu no grupo que, se um dos candidatos perdesse, iria atacar outros cinco colegas com uma faca. Ainda segundo a reportagem, as mensagens incluíam ataques de intolerância religiosa contra os colegas. Outro adolescente reagiu às provocações com figurinhas de risadas.
Medo e silêncio
A mãe do jovem contou à Agência Brasil que ele é uma pessoa trans e que, até então, nunca tinha sofrido transfobia na escola. Por isso, a família se espantou com ataques motivados por política. Ela afirmou que o filho ficou a semana inteira sem ir às aulas e ainda teme voltar. Mesmo diante dos fatos, a família não registrou boletim de ocorrência, por receio de que o adolescente fosse exposto ou sofresse retaliações.
Resposta da escola
A diretora informou à mãe que o aluno que enviou os áudios foi transferido de escola. O colega que concordou com as mensagens foi suspenso por quatro dias.
Um problema maior
A reportagem diz que, na última semana, outros casos de violência contra crianças e adolescentes ligados a opções políticas, dos jovens ou dos pais, foram relatados nas redes sociais. Os episódios vão de ofensas verbais e chacota a agressões físicas e ameaças de morte.