Aprendizagem de alunos com deficiência cresce no Brasil
Estudo com dados do Saeb mostra avanço entre 2013 e 2023 e diferença menor no 5º ano, mas nível continua baixo no 9º ano e no ensino médio.
Avanço no 5º ano
Alunos com deficiência estão aprendendo mais na escola pública, e os números mostram isso. Segundo o estudo, a fatia de alunos da educação especial com nota satisfatória em português no 5º ano do ensino fundamental subiu de 20,7% em 2013 para 44,5% em 2023. Em matemática, o índice foi de 16,9% para 33,9% no mesmo período.
A distância diminuiu nos primeiros anos
Os alunos da educação regular também avançaram, mas a diferença entre os dois grupos encolheu. Em português, caiu de 20,2 para 11,4 pontos percentuais. Em matemática, foi de 18,7 para 10,4 pontos percentuais.
Os anos finais continuam difíceis
O cenário muda no 9º ano e no 3º ano do ensino médio. No 9º ano, em português, o índice da educação especial foi de 11,9% para 18,8%, enquanto os demais estudantes foram de 24,3% para 36,8%. No 3º ano do ensino médio, apenas 3,2% dos alunos da educação especial tiveram nota adequada em matemática em 2023.
Mais alunos fazendo a prova
A participação no Saeb também cresceu. No 5º ano, passou de 61,6% para 74,4%. Ainda assim, alunos com deficiência múltipla participaram bem menos que a média.
O exemplo de Gado Bravo
Na Paraíba, a cidade de Gado Bravo, com pouco mais de 8 mil habitantes, criou uma coordenação de educação inclusiva. Estudantes surdos passaram a contar com ledores, e a rede foi atrás de crianças com deficiência em casa, com transporte adequado.
Desafios que ficam
Para a autora do estudo, Maria Laura Gomes, a formação de professores ainda é uma barreira. Ela afirma que só 6,4% dos professores têm formação continuada em educação especial. Além disso, o levantamento avalia apenas quem chegou às etapas analisadas, e não capta quem abandonou a escola.
A reportagem sobre o tema foi publicada pela Agência Brasil.