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BPC evitou 571 mil mortes e milhões de internações em 30 anos no Brasil

Estudo revela que o Benefício de Prestação Continuada reduziu mortes e internações e gerou economia ao governo

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Benefício fundamental para a saúde dos mais vulneráveis

O Benefício de Prestação Continuada (BPC), criado em 1996, é um auxílio mensal de um salário mínimo pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência que possuem renda familiar por pessoa inferior a um quarto do salário mínimo. Atualmente, cerca de 6,6 milhões de brasileiros recebem o benefício, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Impactos positivos na saúde e economia

Um estudo preliminar do Instituto de Saúde Global de Barcelona, assinado por 13 cientistas brasileiros, revelou que o BPC evitou 571 mil mortes e 13 milhões de internações pelo SUS ao longo de 30 anos. A pesquisa, publicada em 2026, mostrou que para cada ponto percentual de aumento na cobertura do benefício, as internações caíram 2,9%, a mortalidade diminuiu 0,6% e os anos de vida saudável perdidos reduziram 3,9%.

Além disso, o estudo apontou uma redução de 5% na mortalidade infantil entre crianças de 0 a 4 anos a cada ponto percentual de ampliação do BPC. Isso se deve ao fato de que avós beneficiários do programa frequentemente cuidam das crianças. O benefício gerou ainda economia para o governo, que deixou de gastar R$ 3,81 para cada R$ 1 investido no programa.

Um respaldo para famílias pobres

O estudo mostra que o auxílio não só atende os beneficiários diretos, mas melhora a saúde geral das famílias, impactando positivamente os cuidados com as crianças e a qualidade de vida na velhice. Quem tem direito ao BPC não precisa ter contribuído para o INSS, o que amplia o acesso de pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Estes dados fortalecem a importância do BPC como instrumento de proteção social e saúde pública no Brasil. (Agência Brasil)