Cedae para o Guandu: entenda a paralisação de água antes do verão
Manutenção preventiva suspende o abastecimento na capital e em sete municípios da Baixada, e a volta será gradual
Quem fica sem água e até quando
Enquanto a produção estiver parada, o fornecimento fica suspenso para as concessionárias que atendem a capital e os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. A previsão é que a manutenção termine às 4h de quarta-feira (4). Mas a volta não é imediata: a produção será retomada aos poucos, processo que pode durar até 72 horas.
Por que algumas casas demoram mais
A normalização deve demorar mais para as residências em áreas mais altas dos municípios. Ou seja, quem mora no alto pode sentir a falta de água por mais tempo, mesmo depois de o sistema voltar a funcionar.
O que a Cedae pede aos moradores
A companhia recomenda que as pessoas guardem água para o período. Também sugere deixar para depois tarefas que gastam muito, como lavar calçadas e carros. A ideia é evitar que a falta de água fique ainda pior durante a retomada.
Um sistema gigante
A captação e o tratamento do Rio Guandu, na Baixada Fluminense, abastecem cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio. O sistema produz, em média, 43 mil litros de água por segundo. Desde 2007, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu está no livro Guinness World Records como a maior estação de água em tratamento contínuo do mundo.
O que está sendo feito
Uma equipe de 500 funcionários atua em mais de 100 frentes de trabalho. O grupo faz vistorias, limpeza e manutenções preventivas e corretivas em equipamentos e estruturas do sistema. O trabalho também prevê a instalação de um macromedidor, aparelho que funciona como hidrômetro para tubulações de grande porte.
Segundo a diretora de Saneamento e Grande Operação da Cedae, Elisa Silva, a manutenção preventiva aumenta a garantia de que o sistema chegue ao verão em plenas condições de funcionamento. Na visão dela, isso diminui a chance de paradas de emergência ou de queda na produção justamente no período de maior consumo.