Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro admite: não há provas de fraude na eleição
Senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, disse que o PL não pode afirmar que houve fraude e chamou a carta do candidato de desabafo.
O que disse o coordenador da campanha
Em entrevista coletiva no Senado Federal, Rogério Marinho foi questionado sobre a acusação de fraude feita por Flávio Bolsonaro em carta divulgada após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A resposta foi direta: "O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido".
Para o senador, a acusação foi uma espécie de desabafo de quem decidiu deixar o país. Ele também chamou Flávio de "exilado", embora, segundo a Agência Brasil, a saída tenha sido voluntária e sem ordem de prisão.
A carta e a troca de termos
A primeira versão da carta, publicada na rede X, trazia Flávio como o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o texto foi apagado e substituído por outro, com a expressão "líder do Brasil". Marinho afirmou que deve ter havido "algum problema na confecção da carta".
Sobre a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não vai se envolver, o senador disse esperar que não haja intervenção no processo interno do Brasil.
O que dizem os números
No 2º turno, realizado no domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos, e Flávio, pouco mais de 59 milhões. A prorrogação da votação até as 19h, decidida pelo ministro do STF Cristiano Zanin a pedido das campanhas do PL e do PT, registrou 34.393 votos. Eram cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos, segundo o TSE.
O resultado foi reconhecido pelo TSE, pela OEA e por líderes de vários países. O próprio PL também reconheceu a vitória de Lula.