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Copom segura a Selic em 13,75% e surpreende o mercado | Por que o BC manteve os juros

Decisão foi unânime e frustra parte do mercado, que esperava corte de 0,25 ponto percentual. BC cita incertezas com câmbio e El Niño.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Juros seguram e mercado é pego de surpresa

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime. Parte do mercado esperava um corte de 0,25 ponto percentual, mas outras instituições já apostavam na manutenção. Segundo a Agência Brasil, que cita o comunicado oficial do BC, o cenário ficou mais difícil de ler.

Por que o BC puxou o freio

No comunicado, o Copom afirmou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas. Entram na conta as tensões com o câmbio, o fenômeno climático El Niño e o agravamento da guerra no Oriente Médio. Além disso, as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não indicou como serão os juros nas próximas reuniões.

Inflação ainda pressiona

A Selic é a principal ferramenta do BC para controlar a inflação medida pelo IPCA. Em outubro, a prévia do índice, o IPCA-15, ficou em 0,32%, ajudada pela queda nas contas de luz. Mesmo assim, o acumulado em 12 meses subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta. Pelo sistema de meta contínua, a meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. O boletim Focus prevê inflação de 5,22% para este ano.

Crédito mais caro e crescimento menor

De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Desde abril, o Copom fez cinco cortes. Juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam produção e consumo, mas dificultam o controle da inflação. Para o PIB de 2026, o mercado projeta alta de 1,76%, menor que a estimativa de 1,85% de quatro semanas antes.

Comitê com cadeiras vagas

O Copom também opera com desfalque. Os mandatos dos diretores Renato Gomes, de Organização do Sistema Financeiro, e Diego Guillen, de Política Econômica, expiraram no fim de 2025. Até agora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não enviou ao Congresso Nacional os nomes dos substitutos.

Fonte: Agência Brasil.