Democratas viram o jogo nas Midterms com jovens
Partido elege pioneiros em estados onde vinha perdendo eleições seguidas, segundo a Agência Brasil.
Renovação no partido
A vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos chamou atenção pelo perfil dos eleitos. Segundo a Agência Brasil, muitos são lideranças jovens, de minorias étnicas ou religiosas e com discurso progressista. A imagem do partido havia ficado desgastada após a derrota para Donald Trump em 2024, quando era vista como ligada às elites econômicas.
Estados que mudaram de lado
Os democratas elegeram senadores e deputados em lugares onde vinham perdendo eleições seguidas, como o Texas. Com isso, Senado e Câmara passaram a ser majoritariamente ocupados pela oposição a Trump, do Partido Republicano.
Pioneiros nas urnas
Entre os nomes citados pela reportagem estão Keisha Lance Bottoms, primeira mulher negra eleita governadora da Georgia; Deb Haaland, primeira governadora indígena, no Novo México; e Chris Papas, primeiro senador abertamente homossexual, por New Hampshire. No Texas, James Talarico venceu a disputa para o Senado, e Gina Hinojosa tornou-se a primeira governadora latina do estado. Em Michigan, Abdul El-Sayed foi eleito como o primeiro muçulmano no Senado dos EUA.
O que dizem os especialistas
O cientista político Juliano Machado Pires atribuiu a avaliação ruim do partido, em 2024, à decepção com o governo de Barack Obama. Para a professora Camila Vidal, da UFSC, parte dos eleitos tem agenda mais progressista e defende saúde universal e gratuita. Já o professor James N. Green, da Universidade de Brown, citou a flexibilidade dos dirigentes locais para definir a política de cada estado.