Espanha: buscas por sobreviventes seguem após choque de trens de alta velocidade
Acidente de quarta-feira (28), na província de Toledo, deixou mais de 100 feridos. O governo decretou três dias de luto nacional.
Buscas continuam no local
Guindastes trabalharam a noite toda para retirar partes dos destroços em uma área rural de Toledo. Equipes de emergência foram vistas carregando o que parecia ser um corpo envolto em um cobertor. Segundo a Reuters, o governador de Castela-La Mancha, Emiliano Garcia-Page, informou que restos mortais foram encontrados durante a madrugada e que o número de mortos subiu para 69.
A porta-voz do governo regional, Esther Padilla, disse à TVE que as equipes trabalham com cuidado, pois ainda não é possível afirmar que não há vítimas presas. Uma unidade canina voltaria ao local para conferir se ninguém ficou para trás. Garcia-Page disse não acreditar que haja mais vítimas sob o vagão que ainda estava tombado, mas ressaltou que fala com cautela.
Operação grande e área isolada
O Ministério do Interior informou que mais de 800 militares e policiais participam da operação, com mais de 200 veículos, três helicópteros, um posto de comando móvel, drones, unidades montadas e cães de busca. Entre os feridos, 57 continuam hospitalizados.
Um juiz de Toledo proibiu a entrada de quem não atue em emergência, segurança, assistência médica ou atividades judiciais. A área de exclusão é de 2 km, em ambas as direções, na linha Madri-Sevilha.
Greve e reflexos políticos
É o segundo acidente do ano com trens de alta velocidade no país. Em janeiro, houve outro envolvendo as mesmas empresas na mesma linha. Este é o mais grave da Europa desde o descarrilamento de 2013, em Santiago de Compostela.
Os maquinistas mantêm uma greve planejada para pedir mais investimento em segurança ferroviária. Os líderes dos dois principais partidos suspenderam eventos da campanha para as eleições antecipadas de 29 de novembro.