Estudantes franceses continuam protestos contra condições escolares
Adolescentes franceses realizam novo dia de protestos contra precariedade das escolas, com participação de Greta Thunberg em Paris.
Protestos estudantis pela melhoria das escolas na França
Na manhã de terça-feira, 13 de outubro de 2026, estudantes franceses tomaram as ruas em mais um dia de manifestações contra as condições insatisfatórias das escolas, que incluem falta de professores, salas de aula superlotadas e prédios em estado de degradação. O movimento nacional, em sua quarta semana, envolveu marchas e bloqueios em centenas de escolas, principalmente em Paris e em outras cidades, atraindo grande atenção da população e das autoridades.
Participação de Greta Thunberg e repercussões
A ativista ambiental sueca Greta Thunberg esteve presente em frente ao Lycée Paul Éluard, em Saint-Denis, região próxima a Paris, demonstrando apoio aos estudantes. Thunberg destacou a importância do movimento, afirmando que jovens de todo o mundo acompanham e se inspiram na luta pelos direitos básicos, incluindo melhores condições educacionais. Além disso, criticou a atuação da polícia, que tem sido marcada por confrontos violentos.
Conflitos e respostas governamentais
Durante os protestos, houve uso de gás lacrimogêneo e confrontos com a polícia de choque, resultando em centenas de feridos e milhares de prisões. O governo francês suspendeu o uso de granadas de efeito moral após um adolescente perder a mão em um incidente recente. Enquanto partidos da esquerda condenam a repressão policial, grupos de extrema-direita responsabilizam os manifestantes pelos danos e tumultos.
Segundo o ministro da Educação, cerca de 200 escolas estavam fechadas, algumas por precaução diante das manifestações. O movimento contribui para o clima de incerteza política na França, com eleições presidenciais se aproximando. As manifestações refletem uma insatisfação ampla com o sistema educacional e questões sociais que impactam a juventude.