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Política

Flávio Bolsonaro fora do país e Senado sem resposta: o que ainda não está claro

Há dez dias, a Casa não se posiciona sobre faltas, votação remota, salários e possível processo no Conselho de Ética.

Por Redação Navegue Aqui ·

O silêncio que dura há dez dias

Faz dez dias que o Senado não se manifesta sobre as dúvidas em torno do senador Flávio Bolsonaro. Segundo a Agência Brasil, a reportagem procurou a Mesa Diretora para entender como as regras da Casa e os sistemas de votação se aplicam ao caso, mas não recebeu respostas. A assessoria do senador também não respondeu às perguntas enviadas.

Quais são as dúvidas em aberto

A falta de clareza trava qualquer debate sobre possíveis restrições ou punições. Entre os pontos sem resposta estão:

Como o caso chegou até aqui

Derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, Flávio contrariou uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A ordem, dada a pedido da Polícia Federal, mandava o senador entregar os passaportes. Em seguida, ele viajou para o Equador e de lá seguiu para os Estados Unidos. Ele afirma ser alvo de perseguição política.

O senador é investigado em um processo sobre suposta lavagem de dinheiro ligada a bets e em outro que apura pagamentos feitos para o filme Dark Horse. Como o mandato vai até janeiro de 2027, os casos seguem no STF, que é o tribunal com foro para esse tipo de ação.

O que dizem os parlamentares e advogados

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) pediu à Presidência do Senado que esclareça se a viagem foi comunicada oficialmente. Ele também defendeu que o voto de Flávio na PEC seja anulado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que vai analisar a questão com seus assessores.

No dia 31, dois advogados entraram com uma ação popular na 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro pedindo a suspensão dos pagamentos de subsídios e verbas públicas ao senador. Um deles, Leonardo Nicolau Passos Marinho, disse à Agência Brasil que as regras exigem licença prévia da Mesa Diretora para que um parlamentar se ausente, e que isso, segundo ele, não ocorreu até onde se sabe. Para o advogado, a participação na sessão não invalida a ação.

Até agora, o que está claro é que a situação do senador segue sem definição oficial, e o Senado ainda não disse quando pretende responder.