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Política

Flávio defende privatizações; Lula aposta no fortalecimento das estatais no segundo turno de 2026

No segundo turno, candidatos apresentam visões opostas sobre gestão pública, privatizações e tecnologia.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo/ Agência Brasil

Visões distintas para a máquina pública

Neste segundo turno das eleições de 2026, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas divergentes sobre o futuro da máquina pública no Brasil. Lula busca a reeleição apostando no fortalecimento das empresas estatais, defendendo seu papel na soberania nacional, desenvolvimento econômico e transição energética alinhada ao Acordo de Paris. Seu plano também destaca a universalização dos serviços digitais através do Gov.br e o combate à corrupção com transparência e rigor nas investigações, inclusive para altos escalões.

Privatizações versus fortalecimento estatal

Por outro lado, Flávio Bolsonaro quer retomar o Programa Nacional de Desestatização para vender ativos estatais considerados não estratégicos, seguindo a linha do governo do seu pai, Jair Bolsonaro, que já privatizou cerca de 76 empresas públicas. Seu plano aposta em uma significativa redução da máquina pública, com cortes profundos, reforma administrativa e limitação de gastos operacionais para desonerar setores produtivos.

Serviços digitais e transparência para ambos

Ambos os candidatos valorizam investir em serviços digitais para tornar a administração pública mais ágil e transparente. Lula defende ampliar os serviços existentes no Gov.br, que já reúne mais de 5 mil serviços públicos, enquanto Flávio destaca a importância da digitalização para reduzir filas e burocracias para o cidadão.

Privatizações no governo Bolsonaro

Durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, destaque para a privatização da Eletrobras em 2022 por R$ 33,7 bilhões, além de vendas de subsidiárias da Petrobras e outras empresas como a Companhia Docas do Espírito Santo e a Refinaria Landulpho Alves. O contexto desses negócios orienta o debate atual entre os candidatos.

Fonte: Agência Brasil.