Governo define 27 minerais críticos com prioridades de investimento | Nove minerais estão
O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos aprovou a lista que vai orientar políticas públicas e recursos de fomento.
Uma lista para guiar o dinheiro
O governo federal definiu quais minerais terão prioridade quando forem destinados investimentos e recursos de fomento. A decisão saiu de uma reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, segundo a Agência Brasil. São 27 minerais, separados em três grupos: alta, média e baixa prioridade.
Como os minerais foram escolhidos
A classificação levou em conta cinco critérios. O primeiro é o risco geopolítico envolvendo cada mineral. Também entram a concentração da oferta, a possibilidade de substituir o mineral por outro e a posição do Brasil na cadeia de produção. Se o país ainda precisa desenvolver mais aquela etapa, o mineral sobe na lista. O quinto critério é o nível de dependência que o Brasil tem de outros países para cada item.
O que está no topo
A prioridade alta reúne terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio. Segundo a reportagem, esses minerais são essenciais para baterias de carros elétricos, ímãs permanentes e sistemas de armazenamento de energia. Por isso, receberão atenção especial em investimentos de desenvolvimento.
Fim da exportação de matéria-prima
O objetivo é criar uma indústria capaz de processar esses minerais e transformá-los em produtos prontos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o país exportou essa riqueza em estado bruto por muito tempo e importou o produto final, com mais valor agregado. Ele disse que o governo quer romper esse ciclo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente na reunião, defendeu parcerias com outros países. Segundo ele, a ideia é não deixar o Estado como único responsável pela exploração e pela industrialização.
A lista pode mudar
A relação foi criada com base em listas já existentes no Ministério de Minas e Energia, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e no BNDES, entre outros órgãos. Ela não é definitiva, e novos minerais podem entrar, dependendo dos critérios usados na classificação.