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Justiça condena terceiro réu pelo assassinato de Mãe Bernadete

Josevan Dionísio dos Santos foi condenado a 28 anos de reclusão pelo assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete na Bahia.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/ Agência Brasil

Condenação do terceiro réu pelo assassinato de Mãe Bernadete

Na terça-feira, 13 de outubro de 2026, o tribunal do Júri condenou Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como BZ ou Buzuin, a 28 anos de reclusão pelo assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete. O crime aconteceu em 17 de agosto de 2023 na comunidade quilombola Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho, Bahia.

Outras condenações e contexto do crime

Josevan é o terceiro condenado pelo crime. Anteriormente, Arielson da Conceição dos Santos foi condenado a 40 anos, cinco meses e 22 dias, e Marílio dos Santos teve pena de 29 anos e nove meses. Marílio faleceu dois dias após o julgamento. Dois outros réus ainda aguardam julgamento.

O assassinato ocorreu quando os criminosos invadiram a casa de Mãe Bernadete e dispararam contra ela enquanto estava com os netos, efetuando 25 tiros. Segundo a promotoria, o motivo do crime foi a atuação de Mãe Bernadete contra a expansão do tráfico de drogas na comunidade.

A luta de Mãe Bernadete pelos quilombolas

Mãe Bernadete era uma líder comunitária e ialorixá reconhecida pela sua luta em defesa dos direitos dos povos quilombolas. Ela ocupou o cargo de secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial em Simões Filho e enfrentava ameaças de morte há anos devido ao seu trabalho.

Além disso, desde 2017 lutava por justiça pelo assassinato de seu filho, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, cujo crime permanece sem solução. A liderança e resistência de Mãe Bernadete a tornaram uma figura respeitada nacional e internacionalmente.