Lei Rouanet bate recorde com 25,6 mil projetos em 2026 | Rouanet registra recorde
Foram 25.650 projetos inscritos e R$ 1,67 bilhão captados nos dez primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério da Cultura.
A Lei Rouanet bateu um recorde no seu funcionamento. Segundo a Agência Brasil, o prazo para envio de propostas terminou em 31 de outubro e o total chegou a 25.650 projetos culturais em 2026. Em 2025, foram 22.990 inscritos, ou seja, o número subiu 11,6%.
O dinheiro também acompanhou o movimento. Nos dez primeiros meses do ano, foram captados R$ 1,67 bilhão em incentivo, com alta de 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são os mais altos desde 1991, quando a norma foi criada.
Regiões que mais cresceram
De acordo com o Ministério da Cultura, o avanço tem relação com a entrada de regiões e públicos historicamente menos contemplados. Entram aí os programas Rouanet Norte, Rouanet Nordeste, Rouanet Centro-Oeste e Rouanet nas Favelas. A pasta cita também ações de orientação e formação para quem apresenta projetos.
Nos dados do Salic, o Centro-Oeste foi de R$ 65,5 milhões para R$ 129,9 milhões entre 2023 e 2025, um aumento de 98,3%. O Norte saiu de R$ 64,7 milhões para R$ 119,5 milhões, alta de 84,8%. Já o Nordeste passou de R$ 148,5 milhões para R$ 239,2 milhões, crescimento de 61,1%.
Somadas, as três regiões reuniram 7.238 propostas, 54,5% a mais do que as 4.684 registradas em 2024.
Como funciona a lei
Criada em 1991, a Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido a projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. A aprovação, porém, não garante dinheiro. Ela só autoriza o proponente a buscar patrocínios e doações. Depois de atingir o valor mínimo exigido, o projeto pode ser executado, com contrapartidas como ingressos gratuitos ou a preços populares e acessibilidade. Ao final, os responsáveis precisam prestar contas, e irregularidades podem levar a sanções e devolução de valores.