Lula defende fim da escala 6x1 e rebate críticas à nova jornada de trabalho de 40 horas semanais
Presidente destaca importância do descanso para os trabalhadores e questiona argumentos que indicam prejuízos para empresas.
Lula defende descanso dos trabalhadores e a saúde no trabalho
Nesta sexta-feira (16), durante a promulgação da Emenda Constitucional que acaba com a escala 6x1, o presidente Lula defendeu a redução da jornada para 40 horas semanais, com o descanso de 2 dias consecutivos por semana (escala 5x2). Ele ressaltou que a medida "não quebra empresas" e é essencial para preservar a saúde dos trabalhadores. "Ninguém quer que um trabalhador morra por falta de descanso", afirmou.
Críticas da indústria e resposta do presidente
Entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria, criticaram a mudança e pedem a revisão dessa nova regra alegando prejuízo à economia. Lula rebateu essas críticas, afirmando que a crise do país não deve ser empurrada para os trabalhadores. Ele lembrou avanços tecnológicos que aumentaram os lucros dos empresários.
História mostra resistências às conquistas trabalhistas
O presidente relembrou que, em 1988, quando se reduziu a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, também houve quem dissesse que a medida quebraria o país. "Foi assim em todas as lutas", afirmou, citando também a resistência ao 13º salário no passado, que não prejudicou as empresas.
Impactos econômicos e medidas de apoio aos pequenos negócios
Estudos divergem sobre os efeitos do fim da escala 6x1 na economia. Institutos como o Ipea apontam que o aumento nos custos para as empresas será pequeno e com capacidade de absorção. Para minimizar impactos em micro e pequenos negócios, a Câmara dos Deputados aprovou recentemente o aumento do limite de faturamento dos MEIs para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, permitindo ainda a contratação de até dois funcionários.