Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos
Em sabatina no Jornal Nacional, Lula aborda maioridade penal, segurança pública e economia, defendendo políticas para os pobres e combate ao crime.
Defesa da redução da maioridade penal
Na sabatina realizada no Jornal Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. Porém, ele ressaltou que essa discussão deve ocorrer no Congresso Nacional somente após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa aumentar a participação da União na segurança dos estados.
Segurança pública e combate ao crime
Lula defendeu que os estados não tiveram competência suficiente para garantir segurança ao cidadão e destacou a intenção de criar o Ministério da Segurança Pública para fortalecer o combate ao crime organizado. Ele disse que o objetivo é impedir a ação dos bandidos mesmo dentro das cadeias e "asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos".
Políticas econômicas e sociais
Sobre a economia, o presidente defendeu que o crescimento do país deve ser baseado no investimento na renda da população mais pobre, evitando cortes que impactem esse setor. Ele exemplificou que o número de brasileiros com recursos ativos aumentou, o que impulsiona a microeconomia.
Lula também citou o reajuste de 15% no Bolsa Família, afirmando que o aumento ocorreu ao tomar conhecimento da necessidade e que havia espaço fiscal para isso. Além disso, lembrou aprovação do fim da jornada 6x1 no Senado e ações para perdoar dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs), além da promessa de tarifa zero no transporte público nos fins de semana.
Relação comercial com os Estados Unidos e outros países
Questionado sobre impactos do tarifaço imposto pelos EUA, Lula disse que o Brasil tem buscado outros mercados como China, Indonésia e Alemanha, com crescimento nas exportações e recordes em superávit comercial. Apesar disso, afirmou preferir negociações amigáveis, mas não descarta aplicar o princípio da reciprocidade com os Estados Unidos caso seja necessário.