Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para abrir sigilos durante campanha presidencial
Documento assinado entre os candidatos prevê quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico até 23h59 deste dia 22, sob análise do TSE.
Acordo para abertura dos sigilos
Na quinta-feira, dia 22 de outubro de 2026, o senador Camilo Santana, representante da campanha de Lula, apresentou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um termo assinado pelos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Nesse documento, ambos autorizam a abertura total e simultânea de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico até as 23h59 do mesmo dia. O acordo também inclui os sigilos de familiares e pessoas jurídicas vinculadas a eles.
Condições do acordo
O termo foi firmado após a campanha de Lula insistir para a inclusão da empresa Alcazar Holdings, ligada a Flávio Bolsonaro, no escopo da abertura de sigilos. Por outro lado, Lula aceitou que seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), tivesse seus sigilos quebrados, além da divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência e da agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva. O documento aguarda a análise do ministro André Mendonça, relator no TSE.
Histórico do desafio
O desafio para a quebra dos sigilos começou no domingo anterior, 18 de outubro, durante debate na emissora Band, quando Lula propôs a divulgação simultânea das informações para aumentar transparência na campanha presidencial. Na terça-feira, 20, Lula protocolou pedido para abrir seus sigilos e só que Flávio fizesse o mesmo.
O documento oficial foi protocolado no TSE e divulgado pela campanha de Lula após reunião com representantes dos dois lados, incluindo senadores, advogados e dirigentes partidários. (Fonte: Agência Brasil)