Manifestantes cobram neutralidade da Meta nas eleições em SP
Protesto em São Paulo denuncia censura e falta de transparência da Meta em plataformas sociais durante período eleitoral.
Protesto em São Paulo questiona atuação da Meta nas eleições
No começo da noite de segunda-feira, 19 de outubro de 2026, centenas de manifestantes se reuniram na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo, para protestar contra a empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. Com o lema “Meta, não se meta”, eles criticaram supostas censuras de vozes ativistas, falta de neutralidade na moderação de conteúdo e favorecimento político nas eleições.
Denúncias e pedidos das organizações
Segundo Veronica Gimenez, programadora e uma das organizadoras pela ONG TravaHacker, o pedido é por transparência nas ferramentas que sustentam o debate público, com monitoramento e relatórios claros das ações da empresa. A soberania digital também foi tema, com preocupações sobre o papel das grandes empresas de dados em sistemas governamentais.
Reclamações sobre discursos de ódio e desigualdades
Ainda na manifestação, destacaram-se críticas à ausência de proteção a grupos minoritários e ao estímulo a discursos de ódio através dos algoritmos. Também foi mencionada uma suposta desigualdade no impulsionamento de conteúdos políticos de direita.
Ações no Tribunal Superior Eleitoral
Campanhas dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro têm reclamado ao TSE que a Meta estaria desfavorecendo conteúdos de suas candidaturas e descumprindo a legislação eleitoral por meio do tratamento desigual na veiculação de anúncios pagos e posts.
O ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para que a Meta comprove que adota medidas de isonomia na distribuição desses conteúdos. A empresa, em nota, alegou que as dificuldades vêm das inúmeras regras eleitorais e da demora na checagem dos conteúdos.
Fonte: Agência Brasil