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Mapas do caminho da COP30 recebem elogios de ambientalistas | Entrega de mapas contra

A presidência brasileira da COP30 entregou os mapas para deixar os combustíveis fósseis e acabar com o desmatamento, e organizações ambientais avaliaram a iniciativa de forma positiva.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O que foi entregue

Nesta terça-feira (3), em Brasília, a presidência brasileira da COP30 apresentou dois documentos: um mapa para a saída dos combustíveis fósseis e outro para o fim do desmatamento e da degradação florestal. Segundo a Agência Brasil, organizações socioambientais e organismos internacionais reagiram de forma positiva à entrega.

Para que servem os mapas

Segundo Claudio Providas, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, as ferramentas podem ser usadas por governos, empresas e organizações sociais. A ideia é colocar em prática o que já foi negociado nos espaços multilaterais sobre mudanças climáticas.

Vozes do setor

Ricardo Fujii, da WWF-Brasil, lembrou que a matriz elétrica do país é predominantemente renovável, com hidrelétrica, eólica, solar, biomassa e biocombustíveis. Para ele, ampliar essas fontes é uma escolha competitiva que pode gerar emprego e renda em diferentes regiões.

Stela Herschmann, do Observatório do Clima, afirmou que cada país deve fazer seu diagnóstico para entender onde está no mapa. Já Carolina Pasquali, do Greenpeace Brasil, disse que a parte mais difícil começa agora, com o acompanhamento dos mapas e a participação da sociedade civil, especialmente dos Povos Indígenas e das comunidades tradicionais.

Lembrança da Eco 92

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal, lembrou que a Conferência do Clima nasceu no Brasil, junto com as conferências da Biodiversidade e da Desertificação. Ela citou que, em 1992, a projeção era de aquecimento de até 4 °C acima da temperatura pré-industrial, e que hoje a perspectiva para o fim do século é de 2 °C. Ainda assim, o número fica longe do limite de 1,5 °C, considerado pela ciência como o que garante menos impactos globais.

Marina também destacou a redução do desmatamento brasileiro, que, segundo ela, contribuiu para uma queda de 15% no desmatamento no mundo. Para a ex-ministra, a trajetória das ações multilaterais mostra que é possível reverter cenários de catástrofe.