Meta recusa pedido para criar canal de proteção a jornalistas no Brasil
Empresa recusou solicitação do Ministério da Justiça para receber denúncias urgentes de ataques digitais a comunicadores.
Pedido do Ministério da Justiça
O Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, pediu à Meta a criação de um canal exclusivo para receber denúncias de bloqueios, suspensões e ataques digitais contra jornalistas, comunicadores e veículos de comunicação.
Recusa da Meta
A empresa de tecnologia Meta, responsável pelas redes Instagram, Facebook e WhatsApp, negou o pedido. Segundo o Observatório, a Meta citou a "complexidade técnica, jurídica e operacional" e mencionou que criar esse canal significaria assumir novas obrigações regulatórias. Além disso, afirmou que suas políticas são iguais para todos os usuários e que os canais gerais já são suficientes.
Números e preocupações
Durante o primeiro turno das eleições, foram registrados 14.182 ataques digitais contra jornalistas e veículos, segundo dados da Coalizão em Defesa do Jornalismo. A organização CTRL+Z também reuniu mais de mil relatos de restrições a conteúdos políticos, incluindo bloqueios sem justificativas claras.
As secretarias de Justiça, Direitos Digitais e Políticas Digitais do ministério ressaltaram que esses ataques ameaçam o debate público e o direito da sociedade à informação. Também destacaram que os canais gerais da Meta e a cooperação com a Justiça Eleitoral não substituem um canal específico para situações urgentes, o que reforça a necessidade de proteção contínua.
Fonte: Agência Brasil.