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Política

MPT pede à Justiça que Meta apague posts de assédio eleitoral

Procuradores também pedem R$ 50 milhões por danos morais coletivos, e a primeira audiência está marcada para março de 2027.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

O Ministério Público do Trabalho (MPT) foi à Justiça para pedir que a Meta tire do ar, em até 24 horas, publicações que estimulem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por causa de voto ou preferência política. Segundo a Agência Brasil, o caso envolve Instagram, Facebook e Threads.

O que o MPT quer

A ação pede que a empresa seja responsabilizada pelo conteúdo publicado em suas redes. O órgão também pede que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região fixe indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. Sete procuradores assinam a ação.

Por que a urgência importa

Mesmo com o pedido de remoção urgente, a primeira audiência foi marcada para 29 de março de 2027, na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Denúncias em alta

A Agência Brasil já havia noticiado que as denúncias de assédio eleitoral subiram mais de 75% desde a segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno das eleições gerais. Foram 1.459 casos no país. São Paulo lidera, com 620, seguido por Minas Gerais (351), Paraná (338), Rio de Janeiro (252), Rio Grande do Sul (223) e Santa Catarina (165).

Como o problema aparece nas redes

Segundo o MPT, depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela reeleição, perfis passaram a orientar patrões a vasculhar as redes sociais dos funcionários para descobrir em quem votaram e, se o voto fosse diferente, demiti-los. Outras publicações expõem pessoas com nome e imagem ou comemoram demissões. Em um único perfil com 3,8 milhões de seguidores, quatro publicações analisadas somaram mais de 2 milhões de curtidas.

O órgão também afirma que os sistemas de recomendação, como a aba Explorar e os Reels sugeridos, ampliam o alcance do que gera mais engajamento.

Posição da empresa

Procurada pela reportagem, a Meta informou que não comentaria o assunto.