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Mudanças Climáticas Aumentam Casos de Dengue pelo Brasil

Dengue e febre do Oropouche se espalham em mais regiões do país por causa do clima.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: witsawat/ Adobe Stock/ Agência Brasil

Dengue ultrapassa barreiras climáticas no Brasil

Desde os anos 80, a dengue tem acometido o Brasil, mas só recentemente estados do Sul, como o Rio Grande do Sul, começaram a registrar muitos casos locais da doença. Em 2024, este estado teve quase 210 mil casos confirmados, com 281 mortes, e a Bahia, com população maior e clima quente, registrou cerca de 163 mil casos e 188 óbitos. Essas mudanças refletem o impacto das alterações climáticas, que tornaram o país mais propício para o mosquito Aedes aegypti. Segundo estudo da Fiocruz, entre 2006 e 2024, microrregiões com epidemias de dengue mais que dobraram, atingindo 54% do território nacional.

Impacto das mudanças climáticas no avanço da dengue

A principal causa dessa expansão é a maior frequência de anomalias térmicas, ou seja, temperaturas muito distintas do habitual, que favorecem o mosquito. O vírus e o vetor estão entranhados, tornando improvável um cenário sem transmissão. Celso Granato, infectologista, destaca que o calor acelera o metabolismo do mosquito, que precisa picar mais vezes para se alimentar, aumentando a transmissão da doença.

Febre do Oropouche e outras infecções emergentes

Além da dengue, a febre do Oropouche, antes quase restrita à Amazônia, causou mais de 12 mil infecções em 2025, espalhando-se por 23 estados e o Distrito Federal. Essa disseminação está ligada a mudanças climáticas e degradação ambiental. Eventos extremos, como enchentes e secas, desviam animais e aumentam riscos de outras doenças, como leptospirose e hantavírus. O infectologista alerta que enchentes contaminam água e elevam riscos gastrointestinais. Já as secas e queimadas fazem roedores infectados migrarem para casas, aumentando casos da síndrome cardiopulmonar causada pelo hantavírus, que tem alta letalidade.

Alerta para a saúde pública

As mudanças climáticas provocam um cenário de doenças infecciosas em crescimento no Brasil e pelo mundo, exigindo atenção à prevenção e controle. Além disso, há ameaças emergentes, como fungos que se adaptam ao calor e podem prejudicar pessoas. Monitorar essas alterações é essencial para evitar novos surtos e proteger a população.

Fonte: Agência Brasil e estudo da Fiocruz.