Negacionismo impulsiona surto de sarampo nos EUA e preocupa Brasil em 2026, diz Agência Brasil
Resurgimento do sarampo nos EUA, com mais de 4,4 mil casos, pressiona Brasil a manter vacinação alta para evitar surtos.
Surto de sarampo nos EUA preocupa países da América do Sul
Os Estados Unidos enfrentam em 2026 o maior surto de sarampo em mais de três décadas, com mais de 4,4 mil casos confirmados e três mortes, segundo dados da Agência Brasil. Aproximadamente 98% dos infectados não estavam completamente vacinados, o que evidencia a ligação direta entre a queda na cobertura vacinal e a propagação da doença.
Impacto do negacionismo e mudanças no calendário vacinal
Especialistas apontam que o aumento dos casos está ligado a discursos antivacina durante o governo Donald Trump e a recentes alterações no calendário de vacinação americano, como a redução do número de imunizantes recomendados para crianças de 17 para 11 e a separação da vacina tríplice viral em três doses distintas. Isso gerou confusão e desconfiança na população sobre a vacinação.
Brasil reforça controle para evitar surtos
Apesar do cenário internacional, o Brasil registra 61 casos de sarampo em 2026, majoritariamente importados, e mantém a certificação de área livre da doença desde 2024. O Programa Nacional de Imunizações destaca a importância da vacinação em massa para bloquear a transmissão, ressaltando que no Brasil as taxas preliminares da primeira dose da tríplice viral chegam a 95% e 80% na segunda dose.
O diretor do PNI, Eder Gatti, alerta para o risco que o negacionismo nos EUA representa para o continente, além das consequências graves do sarampo, que incluem mortes, abortos e complicações em populações vulneráveis.
Vigilância e vacinação em foco
O governo brasileiro mantém uma rede de vigilância ativa para identificar e isolar casos suspeitos e promover bloqueios vacinais. Este esforço teve resultados positivos, mesmo com a pressão da circulação do vírus importado.
O aumento nos casos de sarampo no continente americano, que ultrapassam 56 mil com pelo menos 80 mortes, destaca a necessidade de manter a imunização alta para garantir a proteção coletiva da população, segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Imunizações e da Organização Panamericana de Saúde.
Fonte: Agência Brasil.