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Política

OEA monitora falhas no transporte público em dia de eleição no Brasil (Corrigido)

Organização acompanha denúncias de redução da frota de ônibus e dificuldades, enquanto Justiça Eleitoral age em estados afetados.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

OEA acompanha problemas no transporte público durante eleições

No segundo turno das eleições presidenciais realizadas em 25 de outubro de 2026 no Brasil, a Organização dos Estados Americanos (OEA) informou que monitora denúncias sobre problemas no transporte público. A missão destacou relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades no deslocamento em vários estados, acompanhando também as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o assunto, conforme divulgado pela Agência Brasil.

Ações judiciais e medidas locais

Diante das reclamações, partidos políticos entraram com ações na Justiça Eleitoral em São Paulo e Bahia para garantir funcionamento adequado do transporte público. Em Sergipe, o Tribunal Regional Eleitoral determinou a recomposição da frota intermunicipal. Em São Paulo, a coligação ligada ao presidente Lula informou que apenas 60% da frota estava circulando, contrariando decisão que exigia 100%. A prefeitura afirmou estar adaptando escalas para atender a determinação.

Situação crítica em Salvador

No município de Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia ordenou a recomposição imediata da frota com gratuidade para passageiros. Agentes do Procon encontraram mais de 500 ônibus parados, mesmo aptos a circular. A Polícia Federal prendeu o secretário municipal de Mobilidade da cidade para investigar a redução no serviço.

Dificuldades em outras regiões

Além dos estados mencionados, foram relatadas dificuldades de transporte em localidades da região metropolitana de São Paulo, Teresina, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e também no Pará, onde passageiros enfrentaram atrasos para embarques em barcas rumo à ilha de Marajó.

Papel da missão da OEA

A missão da Organização dos Estados Americanos no Brasil conta com mais de 90 observadores de 23 países, distribuídos em mais de 20 estados e no Distrito Federal. Eles avaliam o processo eleitoral, o uso de tecnologias, o trabalho da Justiça Eleitoral e aspectos da segurança. José Miguel Insulza, ex-chanceler do Chile, coordena a equipe que seguirá atento às denúncias e determinações judiciais durante o processo eleitoral.