Pescadoras brasileiras são homenageadas pela FAO em Roma em 2026
Luena Pataxó e Joana Mousinho recebem título de Heroínas da FAO por sua luta na pesca artesanal e segurança alimentar.
Duas pescadoras brasileiras recebem prestígio internacional
Em 18 de outubro de 2026, duas importantes pescadoras brasileiras foram premiadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. Luena Maria Ferreira dos Santos, conhecida como Luena Pataxó, e Joana Rodrigues Mousinho ganharam o título de Heroínas da FAO, reconhecimento dado a cem mulheres ao redor do mundo que transformam os sistemas agroalimentares e o desenvolvimento rural.
Contribuições de Luena Pataxó
Luena Pataxó, de 44 anos, tem uma vida ligada à pesca e ao mar desde a infância. Após a perda do marido, ela continuou na atividade artesanal, agora catando camarões. Também lidera o Comitê de Relacionamento de Pescadores no extremo sul da Bahia e criou um grupo de trabalho indígena nacional. Ela ressaltou a importância da pesca artesanal para a alimentação saudável dos brasileiros.
O legado de Joana Mousinho
Joana Rodrigues Mousinho, pernambucana de 70 anos, é pioneira na pesca artesanal e foi a primeira mulher a presidir uma colônia de pescadores no Brasil. Ela é fundadora da Articulação Nacional das Pescadoras, que defende os direitos das mulheres na pesca artesanal. Joana tem mais de 60 anos de atuação e já recebeu outros prêmios importantes no setor.
Ambas representam a força das mulheres na pesca artesanal e evidenciam o papel vital desses trabalhadores para a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais no país.