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Pesquisa mostra oposição ao uso de celulares por crianças pequenas no Brasil

Levantamento realizado em 2026 revela resistência significativa dos adultos ao uso de celulares por crianças pequenas, enquanto adolescentes têm mais liberdade.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Arquivo/EBC/ Agência Brasil

Pesquisa sobre uso de celulares por crianças no Brasil

O Instituto Locomotiva publicou, em 9 de outubro de 2026, uma pesquisa que aponta que a grande maioria dos adultos brasileiros (82%) rejeita a exposição de crianças de até três anos a celulares. Apenas 15% dos entrevistados mostraram-se favoráveis ao uso desses dispositivos nessa faixa etária. Para crianças entre quatro e sete anos, o índice de oposição cai para 75%, mas ainda demonstra resistência significativa.

Idade para ter celular próprio

Com relação ao momento adequado para que a criança receba um celular próprio, 52% dos entrevistados concordam que isso pode acontecer até os 12 anos. Entre adolescentes de 13 a 17 anos, a aceitação para uso de celulares sobe para 88%, indicando maior liberdade para essa faixa etária em relação ao acesso a dispositivos digitais.

Influência nas brincadeiras e supervisão

A pesquisa também mostrou que 83% dos adultos percebem que crianças de hoje preferem usar celulares ou assistir TV em vez de brincar na rua. Ainda assim, 73% acreditam que brincar ao ar livre é melhor para o desenvolvimento infantil do que ficar exposto às telas.

No âmbito legal, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrou em vigor neste ano, reforça a necessidade de supervisão parental no acesso às redes sociais, exigindo que menores de 16 anos tenham as contas vinculadas às de responsáveis legais.

Perspectivas sociais sobre brincadeiras

No campo dos preconceitos, a pesquisa aponta que 63% dos brasileiros acreditam que brincadeiras não deveriam ter género, embora 36% desaprovem que meninos brinquem com bonecas e meninas com carrinhos. Estes dados indicam avanços na percepção social, mas também desafios para a inclusão e a desconstrução de estereótipos.

A pesquisa foi realizada entre 28 de setembro e 6 de outubro de 2026 com 1.367 adultos em todo o Brasil, conforme divulgado pela Agência Brasil.