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Trabalho infantil recua 9,2% no Brasil em 2025, diz IBGE

Pesquisa do IBGE revela que 1,5 milhão de crianças e adolescentes estavam em trabalho infantil em 2025, com queda de 9,2% em relação a 2024.

Por Redação Navegue Aqui ·

Foto: Reuters/Joa Souza/Arquivo/Proibida reprodução/ Agência Brasil

Queda no trabalho infantil no Brasil em 2025

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostrando que o trabalho infantil no Brasil recuou 9,2% de 2024 para 2025. Conforme a pesquisa, 1,499 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil em 2025, o que representa 4% dessa faixa etária da população brasileira.

Definição e faixa etária

O IBGE considera trabalho infantil para crianças até 13 anos qualquer atividade econômica remunerada ou para autoconsumo. Para adolescentes entre 14 e 17 anos, o trabalho infantil é definido conforme as condições legais, como trabalho como aprendiz para 14-15 anos e trabalho com carteira assinada para 16-17 anos, excluindo atividades insalubres, perigosas ou noturnas.

Redução histórica e fatores

Comparado com 2016, quando o número de crianças e adolescentes nessa situação era de 2,1 milhões (5,2%), a queda chegou a 28,6%. O pesquisador Gustavo Fontes do IBGE destacou que essa redução em 2025 pode estar relacionada a políticas públicas, incluindo ações do Ministério Público do Trabalho e do programa Bolsa Família, além do mercado de trabalho aquecido e aumento da renda domiciliar per capita.

Trabalho infantil e Bolsa Família

Embora a taxa entre beneficiários do Bolsa Família (4,4%) seja um pouco maior que a da população total (4%), houve uma redução mais acentuada entre eles desde 2016. A renda média per capita dos domicílios que recebem o programa é menor, indicando que o auxílio está direcionado às famílias de menor renda.

Piores formas de trabalho infantil

Em 2025, 525 mil crianças e adolescentes estavam em formas consideradas piores de trabalho infantil, que incluem situações de risco, exploração e ilegalidades. Este número representa o menor patamar já registrado desde 2016.

Diferenças por faixa etária e jornada

O trabalho infantil aumenta com a idade: 1,1% entre 5-13 anos, 5,9% entre 14-15 anos e 14,5% entre 16-17 anos. Além disso, em 36,3% dos casos, a jornada semanal ultrapassa 25 horas, o que pode afetar o desenvolvimento e o direito à educação dessas crianças e adolescentes.