TSE avalia desativação de canais políticos no WhatsApp antes do 2º turno das eleições 2026
Tribunal Superior Eleitoral discute limitar a divulgação política em redes sociais nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições.
Proposta do TSE para restrição dos canais políticos no WhatsApp
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está discutindo uma medida que prevê a proibição de canais políticos no WhatsApp que possuam grande audiência, especificamente aqueles com mais de 200 mil seguidores, nas 48 horas que antecedem e nas 24 horas após o segundo turno das eleições de 2026. Esta medida tem o objetivo de limitar a circulação de conteúdos e mensagens políticas em um período considerado sensível, buscando evitar possíveis desinformações ou influências indevidas no processo eleitoral.
Minuta elaborada por André Mendonça
A proposta foi redigida pelo vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, após debates em reuniões realizadas em 16 e 20 de outubro. O texto da minuta, que ainda será submetido à análise de todos os ministros, sugere que a proibição entre em vigor imediatamente caso seja aprovada pelo plenário do tribunal. Segundo nota oficial, a iniciativa não é pessoal do ministro, mas uma ação da Corte para garantir a integridade do processo eleitoral.
Impacto em canais com grande audiência
Caso aprovada, a medida atingiria diretamente canais de grande alcance no WhatsApp, como o “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones e que conta com mais de 7,2 milhões de seguidores, além do “Tropa do Flávio”, que possui mais de 2 milhões de seguidores. A restrição desses canais visa assegurar que o período eleitoral próximo ao voto final seja conduzido com maior equilíbrio e sem interferência massiva via plataformas digitais.
A discussão no TSE representa uma resposta às novas dinâmicas da comunicação política no ambiente digital, buscando equilibrar o direito à informação com a necessidade de um processo eleitoral justo e transparente.